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Feito que investigava morte de motorista embriagado em delegacia é arquivado

A juíza titular do Tribunal do Júri de Sobradinho proferiu sentença de arquivamento do feito que apurava a morte de Luís Cláudio Rodrigues Figueiredo, no interior da 13ª Delegacia de Polícia, em julho do ano passado. Consta dos autos que o falecido teria sido preso logo após se envolver em acidente automobilístico, e conduzido à 13ª DP por policiais militares. Lá chegando, foi realizado o teste do bafômetro, que acusou teor etílico bem acima do permitido. Por se mostrar bastante agitado, foi, então, recolhido à sala de contenção daquela DP. Após o arbitramento de fiança pela autoridade policial, e seu pagamento por uma sobrinha da vítima, o escrivão encaminhou-se à cela para coleta da assinatura, quando deparou com um corpo imóvel, suspenso por uma camisa presa na grade de ventilação. Acionado o Corpo de Bombeiros, socorristas compareceram ao local, tendo constatado a morte da vítima. Instaurado inquérito policial para investigar o fato, foi registrada manifestação do Ministério Público, na qual o promotor consignou: "os elementos de convicção sinalizam para a ocorrência de auto-eliminação (suicídio) e pela inexistência de prática de crime doloso contra a vida". O representante do MP assinalou também que "não há nos autos evidências de que terceiros tenham concorrido para o ato da vítima, mediante induzimento, instigação ou auxílio para que cometesse suicídio". A magistrada partilhou do mesmo entendimento, concluindo que o conjunto das investigações conduziu a um quadro compatível com o suicídio. A juíza destaca, ainda, que o depoimento de uma das socorristas pontuou que "o autuado não apresentava lesões aparentes e que seu pescoço não estava quebrado, o que, em linha de princípio, confirma a versão de sufocamento". Também o Laudo de Perícia Criminal registrou que "os elementos materiais encontrados apontam para um quadro característico de suicídio". Assim, afirmou a julgadora, "tudo conduz ao entendimento de tratar-se de suicídio por enforcamento. Ademais, não há nos autos, realmente, elementos que apontem para um terceiro, na causa morte, como bem apontado pelo Ministério Público". Diante disso, a magistrada determinou o arquivamento dos autos. Processo: 2017.06.1.007011-9
14/03/2018 (00:00)
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